Descrição da edição: Revisada
ISBN: 978-85-7516-855-4
Editora: Alínea
Autor: Silvio Gallo
Edição: 2
Ano: 2019
Páginas: 172
Formato: 16 x 23 cm
Idioma: Português
Como age a instituição escolar no processo capitalístico de fabricação de subjetividades? Qual a relação da produção de subjetividades com o fenômeno da ideologia e da construção social das ideias? Este livro procura compreender filosoficamente essas questões. Na construção deste ensaio, tomei como “fio de Ariadne” a temática da ideologia e sua relação com o sujeito. Parto da concepção marxista da ideologia, fazendo uma revisão do conceito tal como aparece nas principais obras de Marx e Engels, analisando as concepções de Gramsci sobre a questão e concluindo com um marxista proscrito, Althusser, que teve o mérito de ser um dos primeiros a colocar a relação da ideologia com o sujeito, em seu famoso ensaio sobre os aparelhos ideológicos de Estado.

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Entrar para comprarDescrição da edição: Revisada
ISBN: 978-85-7516-855-4
Editora: Alínea
Autor: Silvio Gallo
Edição: 2
Ano: 2019
Páginas: 172
Formato: 16 x 23 cm
Idioma: Português
Prefácio
Capítulo 1
A Concepção Marxista de Ideologia
Marx e Engels: a ideologia como “câmara escura”
Antonio Gramsci: a ideologia como “cimento” social
Louis Althusser: a ideologia e o sujeito
Capítulo 2
Por uma Fenomenologia da Ideologia
Uma concepção fenomenológica da consciência
Ideologia e consciência: o vínculo da materialidade
Ideologia e territorialização: a reprodução da produção
Ideologia e subjetividade: as duas faces de uma mesma moeda
Capítulo 3
Escola, Ideologia e a Construção do Sujeito
Apêndice
O Escravismo como Modo de Produção de Subjetividade
A gênese do escravismo e seu desenvolvimento
Estrutura de classes
Modos de produção e subjetividade
Referências
Silvio Gallo
Nasceu em Campinas, em 1963. É licenciado em Filosofia pela PUC-Campinas; mestre e doutor em Educação − Filosofia da Educação −, ambos pela Universidade Estadual de Campinas −UNICAMP, onde também se tornou livre-docente na mesma área. Atualmente, é professor titular em Filosofia da Educação do Departamento de Filosofia e História da Educação na Faculdade de Educação da UNICAMP, onde atua desde 1996. É pesquisador do CNPq e dedica-se a estudos da filosofia francesa contemporânea, buscando suas conexões com o campo da educação, bem como a estudos sobre o ensino da Filosofia. Escreveu dezenas de artigos em revistas especializadas em Educação e em Filosofia, diversos capítulos de obras coletivas, além de vários livros, dentre os quais: Pedagogia do Risco – experiências anarquistas em educação (Campinas, Papirus, 1995); Educação anarquista: um paradigma para hoje (Piracicaba, Unimep, 1995); Anarquismo – uma introdução filosófica e política (Rio de Janeiro, Achiamé, 2ª ed., 2006); Deleuze e a Educação (Belo Horizonte: Autêntica, 3ª ed., 2016) e Pedagogia Libertária − anarquistas, anarquismos e educação (São Paulo, Imaginário/Universidade Federal do Amazonas, 2007). Por duas vezes recebeu o prêmio Jabuti: em 1998, pela organização da obra coletiva Ética e Cidadania – caminhos da Filosofia (Campinas, Papirus, 21ª ed., 2015) e em 2013 pelo livro Metodologia do Ensino de Filosofia (Campinas, Papirus, 2012).
Como age a instituição escolar no processo capitalístico de fabricação de subjetividades? Qual a relação da produção de subjetividades com o fenômeno da ideologia e da construção social das ideias? Este livro procura compreender filosoficamente essas questões. Na construção deste ensaio, tomei como “fio de Ariadne” a temática da ideologia e sua relação com o sujeito. Parto da concepção marxista da ideologia, fazendo uma revisão do conceito tal como aparece nas principais obras de Marx e Engels, analisando as concepções de Gramsci sobre a questão e concluindo com um marxista proscrito, Althusser, que teve o mérito de ser um dos primeiros a colocar a relação da ideologia com o sujeito, em seu famoso ensaio sobre os aparelhos ideológicos de Estado.
A segunda parte deste estudo é marcada pela descrição fenomenológica da ideologia. Inicio com considerações sobre a estrutura da consciência, tomando a noção de má-fé em Sartre como chave para a compreensão do mecanismo básico de ‘entranhamento’ da ideologia social em cada indivíduo. Reich fundamenta a análise da materialidade do fenômeno ideológico, entendido não como conteúdo, mas como estrutura de pensamento e ação. A noção de territorialização desenvolvida por Deleuze e Guattari ajuda a compreender o fenômeno da reprodução da produção do qual já falava Althusser, e Castoriadis fornece pistas para a percepção das relações indivíduo versus sociedade. A conclusão do ensaio é marcada por considerações sobre o papel da escola no processo de subjetivação e disseminação da ideologia e busca possibilidades concretas de se romper com o círculo vicioso imposto pela máquina de produção.
Em suma, o leitor encontrará, aqui, uma série de problemas concernentes à máquina escolar como produtora de subjetividades em série, bem como os desafios a serem enfrentados por aqueles que têm como objetivo uma educação voltada para a singularidade.
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