Educação do Preconceito: ensaios sobre poder e resistência-0

Educação do Preconceito: ensaios sobre poder e resistência

Este trabalho procurou construir uma proposta de diálogo transdisciplinar, viabilizando o desafio emergencial de pensar o trabalho acadêmico como espaço de atravessamento oblíquo entre diferentes práticas e teorizações.
Há, nessa aposta, um enunciado ético da maior relevância: a diferença não é marca de fronteira que delimita espaços de convivência. Instaurar a diferença é uma estratégia de combate contra toda e qualquer forma de discurso e prática que busca a manutenção do mesmo, do igual, do idêntico a si.

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Descrição da edição: Revisada

ISBN: 978-85-7516-754-0

Editora: Alínea

Autor: Silvio Gallo e Regina Maria de Souza (orgs.)

Edição: 2

Ano: 2016

Páginas: 170

Formato: 16 x 23 cm

Idioma: Português

Prefácio

Introdução
Sílvio Gallo e Regina Maria de Souza

Capítulo 1
Investigação Visual a Respeito do Outro
Milton José de Almeida

Capítulo 2
A Materialidade da Morte e o Eufemismo da Tolerância: duas faces, dentre as milhões de faces, desse monstro (humano) chamado racismo
Carlos Skliar

Capítulo 3
O Estrangeiro, o Racismo e a Educação
Caterina Koltai

Capítulo 4
E se o Outro é o Professor? Reflexões Acerca do Currículo e Histórias de Vida
Maria do Carmo Martins

Capítulo 5
Sócrates e Foucault Professores: entre o ensino do já sabido e a busca por ensinar diferentemente
Walter Omar Kohan

Capítulo 6
Nietzsche e Wittgenstein: alavancas para pensar a diferença e a pedagogia
Alfredo Veiga-Neto

Capítulo 7
Infâncias e Cultura: semelhanças e diferenças
Angel Pino

Capítulo 8
O Debate Sobre o Fim da Infância e a Psicanálise: da Pedagogia moderninha à renúncia educativa
Leandro de Lajonquière

Capítulo 9
Pistas em Repentes: pela reinvenção artística da educação, da infância e da docência
Sandra Mara Corazza

Silvio Gallo
Nasceu em Campinas, em 1963. É licenciado em Filosofia pela PUC-Campinas; mestre e doutor em Educação − Filosofia da Educação −, ambos pela Universidade Estadual de Campinas −UNICAMP, onde também se tornou livre-docente na mesma área. Atualmente, é professor titular em Filosofia da Educação do Departamento de Filosofia e História da Educação na Faculdade de Educação da UNICAMP, onde atua desde 1996. É pesquisador do CNPq e dedica-se a estudos da filosofia francesa contemporânea, buscando suas conexões com o campo da educação, bem como a estudos sobre o ensino da Filosofia. Escreveu dezenas de artigos em revistas especializadas em Educação e em Filosofia, diversos capítulos de obras coletivas, além de vários livros, dentre os quais: Pedagogia do Risco – experiências anarquistas em educação (Campinas, Papirus, 1995); Educação anarquistaum paradigma para hoje (Piracicaba, Unimep, 1995); Anarquismo – uma introdução filosófica e política (Rio de Janeiro, Achiamé, 2ª ed., 2006); Deleuze e a Educação (Belo Horizonte: Autêntica, 3ª ed., 2016) e Pedagogia Libertária − anarquistas, anarquismos e educação (São Paulo, Imaginário/Universidade Federal do Amazonas, 2007). Por duas vezes recebeu o prêmio Jabuti: em 1998, pela organização da obra coletiva Ética e Cidadania – caminhos da Filosofia (Campinas, Papirus, 21ª ed., 2015) e em 2013 pelo livro Metodologia do Ensino de Filosofia (Campinas, Papirus, 2012).

Regina Maria de Souza
Graduada em Psicologia pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas. Mestre em Psicologia Clínica pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas e Doutora em Linguística pela Universidade Estadual de Campinas. Professora assistente doutora da Universidade Estadual de Campinas. Tem experiência na área de Psicologia Educacional (abordagem psicanalítica), Lingüística e Filosofia (Michel Foucault) atuando, principalmente, nos seguintes temas: inclusão/exclusão; educação bilingue; língua e identidade, língua de sinais, educação de surdos.

A interdisciplinaridade tornou-se discurso hegemônico na crítica ao modelo tradicional de pesquisa em Educação, visto que ele mantinha a especialização disciplinar. Tais críticas buscavam romper com a fragmentação do saber e instaurar uma prática interativa entre os diferentes campos de discursividade. No entanto, a prática histórica revelou que esse modelo proposto mantinha um isolamento dos campos, fazendo que a comunicação entre eles só fosse possível pela delimitação de fronteiras que resguardassem suas próprias especificidades e identidades epistêmicas.
Este trabalho procurou construir uma proposta de diálogo transdisciplinar, viabilizando o desafio emergencial de pensar o trabalho acadêmico como espaço de atravessamento oblíquo entre diferentes práticas e teorizações.
Há, nessa aposta, um enunciado ético da maior relevância: a diferença não é marca de fronteira que delimita espaços de convivência. Instaurar a diferença é uma estratégia de combate contra toda e qualquer forma de discurso e prática que busca a manutenção do mesmo, do igual, do idêntico a si.
Trata-se de uma obra que apresenta reflexões contundentes sobre as práticas de racismo, preconceito e exclusão na/da escola e também realiza, com propriedade, as propostas educacionais tão defensáveis pelos pedagogos e todos que, de algum modo, fazem parte do banquete antropofágico da educação. Que o leitor encontre, nos escritos aqui reunidos, a possibilidade de pensar a educação pelas vias da ética fundada na estética da existência: dispositivo para potencializar as singularidades contra o discurso homogêneo, universalizante e excludente da moral.

Márcio Aparecido Mariguela
Psicanalista; professor de Filosofia na UNIMEP

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