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Café e Território: A Cafeicultura no Cerrado Mineiro

No Cerrado Mineiro encontra-se uma das experiências mais bem sucedidas de arranjo produtivo territorial rural do País. Organizado por cafeicultores, por meio de suas associações de produtores, constituíram o Conselho das Associações dos Cafeicultores do Cerrado Mineiro (Caccer), hoje Federação dos Cafeicultores do Cerrado, que obteve em 1995 o reconhecimento da denominação de origem do produto e emite a Certificação de Origem Café do Cerrado, atualmente Café da Região do Cerrado Mineiro. Essa experiência, da cafeicultura do Cerrado Mineiro, desperta particular interesse por haver constituído-se na primeira região de origem produtora de café demarcada no Brasil. Como consequência, essa experiência vem chamando a a atenção de estudiosos que, ao apreenderem suas particularidades, visam compreender potencialidades e limites de uma ação coletiva que tomou o território como referência para a construção de uma marca e o estabelecimento de uma estratégia competitiva para alcançar os mais exigentes mercados mundiais.

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ISBN: 978-85-7516-598-0

Editora: Alínea

Autor: Antonio César Ortega e Clesio Marcelino de Jesus

Edição: 1

Ano: 2012

Páginas: 246

Formato: 16 x 23 cm

Idioma: Português

Prefácio

Introdução

Capítulo 1
Origem e Desenvolvimento da Cafeicultura no Brasil
Introdução
O café pelo mundo: origem e disseminação
A chegada do café no Brasil e sua consolidação no sudeste
A crise dos anos 20-30 da economia cafeeira
A crise dos anos 60 e a política de renovação e revigoramento do café
O cerrado preparado para receber o café

Capítulo 2
O Café na Região do Cerrado Mineiro
Introdução
Evolução da produção da cafeicultura no Cerrado Mineiro
As particularidades das inovações tecnológicas na agricultura
O perfil dos cafeicultores no Cerrado Mineiro
A constituição da estrutura de governança do Café do Cerrado Mineiro

Capítulo 3
O Enfoque Territorial: um referencial teórico de análise
Introdução
O foco no território: contextualização histórica-teórica
Os territórios no Brasil: algumas experiências de territórios induzidos por políticas públicas
Experiências autônomas de arranjos territoriais

Capítulo 4
Representação de Interesses e Construção Territorial na Cafeicultura do Cerrado Mineiro
Introdução
O associativismo na cafeicultura brasileira: a repre­sentação por produto e a interprofissionalização
O Caccer e a representação de interesses na articulação territorial

Capítulo 5
Estado, Financiamento, Pesquisa e Assistência Técnica Oficial na Cafeicultura do Cerrado Mineiro
Introdução
Políticas governvamentais para a ocupação recente do cerrado
As políticas governamentais para a cafeicultura do Cerrado Mineiro
O financiamento da cafeicultura do Cerrado Mineiro
A pesquisa pública para a cafeicultura do Cerrado: institutos públicos de pesquisa e as universidades
A assistência técnica e extensão rural oficial

Capítulo 6
A Representação da Cafeicultura do Cerrado Mineiro nos Comitês de Bacias Hidrográficas
Introdução
A Política Nacional de Recursos Hídricos
Os comitês nas terras da cafeicultura do Cerrado Mineiro

Capítulo 7
A Cadeia Produtiva no Território Café do Cerrado Mineiro
Introdução
A cadeia produtiva do café no Cerrado Mineiro
O mercado mundial de café e a produção brasileira
A produção e o mercado externo para o Café da Região Cerrado Mineiro

Capítulo 8
Transformações Produtivas e Diferenciação Social no Território do Café do Cerrado Mineiro
Introdução
A intensificação/modernização da produção cafeeira e as transformações produtivas
Impactos sobre o emprego

Capítulo 9
Certificação de Origem: a busca da singularidade tendo como referência o território
Introdução
A construção da singularidade do produto
A construção de uma marca por meio da Denominação de Origem e o Programa de Certificação Café do Cerrado
As demais certificações disponíveis para os cafeicultores do Cerrado Mineiro
Estado atual da certificação entre os cafeicultores do Cerrado Mineiro

Considerações Finais

Referências

Anexo

Antonio Cesar Ortega
Professor Titular do Instituto de Economia da Universidade Federal de Uberlândia e professor Permanente do Programa de Pós-graduação em Economia do IE/UFU (orientador de mestrado e doutorado). Possui graduação em Ciências Econômicas pela Universidade Estadual de Campinas (1984), mestrado em Teoria Econômica pela Universidade Estadual de Campinas (1988), doutorado em Economia no Programa de Economia, Sociologia e Políticas Agrárias da Universidade de Cordoba-ESP (1995) e Pós-doutorado em Economia pelo Instituto de Economia da Unicamp (2007). É bolsista do IPEA e atua, ainda, como pesquisador e/ou consultor de organismos multilaterais, como FAO/ONU, além de desenvolver pesquisas com financiamento de agências de fomento nacional, como CNPq e Fapemig. Tem experiência na área de Economia, com ênfase em Economia Agrária, atuando principalmente nos seguintes temas: agricultura brasileira, agricultura familiar, representação de interesses rurais, desenvolvimento rural, desenvolvimento territorial e políticas públicas.

Clesio Marcelino de Jesus
Graduado em Ciências Econômicas e Mestre em Economia pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU), especialista em ensino a distância pela FCJP. Doutorando
em Economia do Instituto de Economia da Universidade Federal de Uberlândia e pesquisador do Núcleo de Estudos Rurais do Instituto de Economia da UFU.
Atuou como professor de ensino superior do Centro Universitário do Cerrado (Unicerp/Patrocínio), além de ministrar aulas de pós-graduação (nível especialização) no Instituto Superior de Educação BERLAAR. Tem experiência na área de Economia, com ênfase em desenvolvimento, atuando, principalmente, nos seguintes temas: terceirização, trabalho rural, mecanização agrícola, desenvolvimento territorial rural, políticas públicas e organização social.

No Cerrado Mineiro encontra-se uma das experiências mais bem sucedidas de arranjo produtivo territorial rural do País. Organizado por cafeicultores, por meio de suas associações de produtores, constituíram o Conselho das Associações dos Cafeicultores do Cerrado Mineiro (Caccer), hoje Federação dos Cafeicultores do Cerrado, que obteve em 1995 o reconhecimento da denominação de origem do produto e emite a Certificação de Origem Café do Cerrado, atualmente Café da Região do Cerrado Mineiro. Desde então, coube ao Caccer, e hoje àquela Federação, atestar a qualidade da produção de seus filiados que atendem às especificações exigidas por aquela certificação. Essa experiência, da cafeicultura do Cerrado Mineiro, desperta particular interesse por haver constituído-se na primeira região de origem produtora de café demarcada no Brasil. Como consequência, essa experiência vem chamando a a atenção de estudiosos que, ao apreenderem suas particularidades, visam compreender potencialidades e limites de uma ação coletiva que tomou o território como referência para a construção de uma marca e o estabelecimento de uma estratégia competitiva para alcançar os mais exigentes mercados mundiais.

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