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Interações entre Fenomenologia & Educação

Husserl estava preocupado em procurar um caminho para reencontrar o sentido perdido. Para encontrar esse caminho, era preciso fazer a opção “por uma reflexão que resgatasse a experiência comum, que dissesse de quê a ciência está falando e como é essa realidade que se nos apresenta. Isso não podia ser feito em laboratórios, pois envolve o ser humano e sua produção de significados” (Amatuzzi, 2009, p. 94). Husserl avaliava que é possível encontrar esse caminho se o pesquisador considerar as coisas em si, abstendo-se do seu julgamento prévio, e se preocupando em descrevê-la tal como ela se manifesta no seu estado originário. Se se considerar, não os juízos de realidade, mas a própria realidade, ou seja, a experiência em si, está se optando por outro caminho, o da fenomenologia ou atitude fenomenológica.

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Descrição da edição: Revisada e Ampliada

ISBN: 978-85-7516-657-4

Editora: Alínea

Autor: Adão José Peixoto (org.)

Edição: 2

Ano: 2014

Páginas: 116

Formato: 14 x 21 cm

Idioma: Português

Apresentação

Primeira Parte
Fenomenologia: discurso e vivência

Capítulo 1
Caminho Fenomenológico
Adão José Peixoto

Capítulo 2
Fenomenologia: a volta às coisas mesmas
Enilda Rodrigues de Almeida Bueno

Capítulo 3
Fenomenologia do Sentir nas Veredas da Arte
Ana Cristina C. Sawaya Almeida

Capítulo 4
A Textura do Mundo: um ensaio fenomenológico
Roberto Antônio Penêdo do Amaral

Segunda Parte
O Encontro Possível entre a Fenomenologia e a Educação

Capítulo 5
O Diálogo entre a Fenomenologia e a Medicina: uma possibilidade na educação médica
Rita Francis Gonzalez y Rodrigues Branco

Capítulo 6
A Educação e Sua Dimensão Fenomenológica
Carlos Cardoso Silva

Capítulo 7
Prática Pedagógica e Fenomenologia
Enilda Rodrigues de Almeida Bueno

Capítulo 8
Universitarização da Formação de Professores e Fenomenologia: caminhos opostos?
Edna Duarte de Souza

Autor(es): Adão José Peixoto (org.)

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Husserl estava preocupado em procurar um caminho para reencontrar o sentido perdido. Para encontrar esse caminho, era preciso fazer a opção “por uma reflexão que resgatasse a experiência comum, que dissesse de quê a ciência está falando e como é essa realidade que se nos apresenta. Isso não podia ser feito em laboratórios, pois envolve o ser humano e sua produção de significados” (Amatuzzi, 2009, p. 94). Husserl avaliava que é possível encontrar esse caminho se o pesquisador considerar as coisas em si, abstendo-se do seu julgamento prévio, e se preocupando em descrevê-la tal como ela se manifesta no seu estado originário. Husserl chama esse processo de redução fenomenológica: “Só mediante uma redução, que também já queremos chamar redução fenomenológica, obtenho eu um dado absoluto” (Husserl, 2000, p. 70). Se se considerar, não os juízos de realidade, mas a própria realidade, ou seja, a experiência em si, está se optando por outro caminho, o da fenomenologia ou atitude fenomenológica. Husserl chamou a essa passagem de redução fenomenológica, redução dos juízos de realidade ou dos valores referentes à realidade — redução do se apresenta imediatamente, o que significa colocar entre parênteses esses juízos.

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