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Vinho e Território: a experiência do vale dos vinhedos

No contexto cada vez mais competitivo do mercado de vinhos, uma das mais tradicionais regiões vinícolas brasileiras, na Serra Gaúcha, enfrenta o desafio de elevar a qualidade de seus produtos, diferenciando-os e afastando-se da concorrência via preços. Dessa maneira, esta obra traz reflexões sobre a importância do território em uma estratégia de desenvolvimento local, ressaltando que por território compreendemos um espaço que vai muito além de uma delimitação físico-geográfica. Ele é uma construção econômica, social, histórica, cultural, política e ambiental. Na definição sintética de Milton Santos, é ação mais objeto. No território, portanto, estão presentes consensos e conflitos, intra e interclasses. Serão, portanto, os momentos de construção de consensos, em que os conflitos abertos são submetidos a um interesse comum estratégico e em que experiências de desenvolvimento territorial parecerão virtuosas.

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ISBN: 978-85-7516-472-3

Editora: Alínea

Autor: Antonio César Ortega e Daniel Lemos Jeziorny

Edição: 1

Ano: 2011

Páginas: 202

Formato: 16 x 23 cm

Idioma: Português

Apresentação

Introdução

Capítulo 1
A Indústria Vitivinícola no Brasil, no Rio Grande Sul e no Vale dos Vinhedos
A vitivinicultura no Brasil
A estruturação do setor vitivinícola no Rio Grande do Sul
A entrada das multinacionais no mercado brasileiro de vinhos
O complexo agroindustrial da uva e do vinho: uma breve caracterização
O panorama atual da viticultura no Rio Grande do Sul
Considerações finais

Capítulo 2
Globalização, Indicações Geográficas, Singularização e Diversificação na Indústria Vitivinícola
A globalização, uma metáfora da perplexidade ou universo de trajetórias inesperadas
O que são as Indicações Geográficas e qual a sua importância
Considerações finais

Capítulo 3
O Território Vale dos Vinhedos
A perspectiva territorial
O território do Vale dos Vinhedos
O papel do conhecimento e da inovação no desenvolvimento territorial
Instituições de apoio tecnológico à vitivinicultura
A importância da Embrapa e da Emater/RS
Possibilidades e limites para o desenvolvimento endógeno
Considerações finais

Capítulo 4
O Espaço Rural do Vale dos Vinhedos: uma realidade em transformação
Vale dos Vinhedos: um território da agricultura familiar
Algumas implicações da IPVV para os agricultores familiares e demais atores locais
Pluriatividade e enoturismo
O setor vitivinícola e o formato neocorporativista de representação de interesses
Considerações finais

Conclusão e Perspectivas

Referências

Antonio Cesar Ortega
Professor Titular do Instituto de Economia da Universidade Federal de Uberlândia e professor Permanente do Programa de Pós-graduação em Economia do IE/UFU (orientador de mestrado e doutorado). Possui graduação em Ciências Econômicas pela Universidade Estadual de Campinas (1984), mestrado em Teoria Econômica pela Universidade Estadual de Campinas (1988), doutorado em Economia no Programa de Economia, Sociologia e Políticas Agrárias da Universidade de Cordoba-ESP (1995) e Pós-doutorado em Economia pelo Instituto de Economia da Unicamp (2007). É bolsista do IPEA e atua, ainda, como pesquisador e/ou consultor de organismos multilaterais, como FAO/ONU, além de desenvolver pesquisas com financiamento de agências de fomento nacional, como CNPq e Fapemig. Tem experiência na área de Economia, com ênfase em Economia Agrária, atuando principalmente nos seguintes temas: agricultura brasileira, agricultura familiar, representação de interesses rurais, desenvolvimento rural, desenvolvimento territorial e políticas públicas.

Daniel Lemos Jeziorny
Graduado em Ciências Econômicas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, mestre em Economia pela Universidade Federal de Uberlândia e doutorando em Economia pela Universidade Federal de Uberlândia. Atualmente, é economista da OSCIP Gauyí e Tutor no Grupo Uniasselvi.

No contexto cada vez mais competitivo do mercado de vinhos, uma das mais tradicionais regiões vinícolas brasileiras, na Serra Gaúcha, enfrenta o desafio de elevar a qualidade de seus produtos, diferenciando-os e afastando-se da concorrência via preços. Por meio da associação de produtores, conquistou-se uma indicação geográfica (Vale dos Vinhedos), que confere aos produtores certificação e, aos vinhos, singularidade. Esta obra analisa a importância do território e das instituições que emergiram para o estabelecimento de uma estrutura de governança capaz de coordenar seus agentes, no exercício de ações sinérgicas, em busca de alternativas e soluções de problemas coletivos.

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