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Rogers: ética humanista e psicoterapia

Carl Rogers, figura do século XX, nos trouxe algo novo e revolucionário para a prática do atendimento psicológico firmada na postura de confiança irrestrita do potencial de cada um para encontrar os melhores caminhos para a superação de suas dificuldades. A contribuição básica do psicólogo, como de qualquer pessoa que esteja conversando para ajudar alguém com relação às suas questões pessoais, é oferecer uma caixa de ressonância onde a própria pessoa possa se ouvir, voltar às suas fontes humanas e, assim, vislumbrar um caminho.
Nenhuma das formas, anteriormente vigentes, de atendimento levou isso tão a sério. O pressuposto das outras formas é de que somente o psicólogo – detentor de um saber capaz de trazer solução – seria capaz de penetrar no misterioso mundo das causas escondidas do comportamento e de lá trazer luz para a pessoa em sofrimento.
O pressuposto de Rogers foi totalmente diferente. Sem negar o valor dos saberes psicológicos, ele deu um outro sentido à relação de ajuda. O que ele fazia, na prática, era facilitar ao outro o acesso às suas próprias fontes interiores. Estava convencido de que apenas isso seria suficiente para desencadear profundas transformações.
No início, pensava em transformações pessoais, mas logo percebeu que isso não ficava no âmbito individual: adotou a mesma postura com grupos e com comunidades e, com isso, inaugurou um novo modo de ser social e cultural.
Rogers foi um tanto radical, a ponto de gerar afirmações paradoxais em alguns seguidores: o saber do psicólogo de nada serve; o psicodiagnóstico é uma forma de dominação e acaba sendo contraproducente na ajuda ao crescimento; na relação de ajuda devemos abandonar todas as técnicas e procedimentos padronizados; todas as estratégias são pré-fabricadas; quem sabe o momento de encerrar o atendimento é o próprio cliente; existe uma sabedoria que emerge quando as pessoas se encontram em uma comunicação aberta e plena etc. Quando ele disse, em uma palestra, que não pretendia ser um revolucionário, o auditório deu sonoras gargalhadas (Rogers, 1978).


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ISBN: 978-85-7516-530-0

Editora: Alínea

Autor: Mauro Martins Amatuzzi

Edição: 2

Ano: 2012

Páginas: 88

Formato: 14 x 21 cm

Idioma: Português

A Abordagem Centrada na Pessoa como Ética das Relações Humanas

Abordagem Centrada na Pessoa e Psicoterapia

Referências

Mauro Martins Amatuzzi estudou Filosofia e depois Psicologia. É psicólogo formado na PUC-SP em 1974. Fez uma especialização em aconselhamento psicológico (com ênfase na perspectiva rogeriana) na USP. Doutorou-se em educação pela UNICAMP. É professor aposentado pela Psicologia da USP. Atualmente, é docente na PUC-Campinas, na área da Psicologia. Presta serviços de atendimento psicológico a pessoas e grupos, visando facilitar o acesso às fontes de desenvolvimento pessoal e comunitário.

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Carl Rogers, figura do século XX, nos trouxe algo novo e revolucionário para a prática do atendimento psicológico firmada na postura de confiança irrestrita do potencial de cada um para encontrar os melhores caminhos para a superação de suas dificuldades. A contribuição básica do psicólogo, como de qualquer pessoa que esteja conversando para ajudar alguém com relação às suas questões pessoais, é oferecer uma caixa de ressonância onde a própria pessoa possa se ouvir, voltar às suas fontes humanas e, assim, vislumbrar um caminho.
Nenhuma das formas, anteriormente vigentes, de atendimento levou isso tão a sério. O pressuposto das outras formas é de que somente o psicólogo – detentor de um saber capaz de trazer solução – seria capaz de penetrar no misterioso mundo das causas escondidas do comportamento e de lá trazer luz para a pessoa em sofrimento.
O pressuposto de Rogers foi totalmente diferente. Sem negar o valor dos saberes psicológicos, ele deu um outro sentido à relação de ajuda. O que ele fazia, na prática, era facilitar ao outro o acesso às suas próprias fontes interiores. Estava convencido de que apenas isso seria suficiente para desencadear profundas transformações.
No início, pensava em transformações pessoais, mas logo percebeu que isso não ficava no âmbito individual: adotou a mesma postura com grupos e com comunidades e, com isso, inaugurou um novo modo de ser social e cultural.
Rogers foi um tanto radical, a ponto de gerar afirmações paradoxais em alguns seguidores: o saber do psicólogo de nada serve; o psicodiagnóstico é uma forma de dominação e acaba sendo contraproducente na ajuda ao crescimento; na relação de ajuda devemos abandonar todas as técnicas e procedimentos padronizados; todas as estratégias são pré-fabricadas; quem sabe o momento de encerrar o atendimento é o próprio cliente; existe uma sabedoria que emerge quando as pessoas se encontram em uma comunicação aberta e plena etc. Quando ele disse, em uma palestra, que não pretendia ser um revolucionário, o auditório deu sonoras gargalhadas (Rogers, 1978).

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