Onze dias, onze noites: a vivência da reportagem no Caminho do Sol-0

Onze dias, onze noites: a vivência da reportagem no Caminho do Sol

Este livro foi desenvolvido com o propósito de resgatar umas das funções esquecidas do jornalismo: o contato direto com a fonte. Foram descartadas possibilidades tecnológicas como telefone, internet e fax, além de qualquer meio de transporte. A pé, as autoras foram em busca da reportagem. Peregrinaram durante onze dias no Caminho do Sol e, por meio de conversa olho no olho, as sensações e emoções foram compartilhadas pelo diálogo, o que possibilitou transportar para o papel os pequenos detalhes da experiência de cada fato. Assim, pelo uso do “novo jornalismo”, o que valoriza este livro é o respeito pelas diferentes crenças, comportamentos e objetivos e, acima de tudo, o respeito pelo o que foi dito.

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ISBN: 85-87585-86-X

Editora: Átomo

Autor: Sandra Alves e Sueli Paschoalon

Edição: 1

Ano: 2004

Páginas: 114

Formato: 14 x 21 cm

Idioma: Português

Prefácio

Apresentação

Capítulo I
Santiago de Compostela: a origem do Caminho do Sol
A idealização do Caminho do Sol
Outros caminhos no Brasil

Capítulo II
O primeiro contato
É chegada a hora
Pousadas: momento de se recuperar

Capítulo III
A rotina do peregrino
O básico é essencial
A arte de compartilhar a privacidade

Capítulo IV
Quem é o peregrino
Quem sou eu?
Outras paisagens

Capítulo V
Palavras soltas ao vento
Cada passo, um passo

Capítulo VI
No meio do caminho tinha... tinha no meio do caminho
É barra ser dono desse ponto
"Quarqué" caminho sai na venda
O velho armazém Limoeiro está de volta
Trabalhadores ao Sol
À procura do filho

Capítulo VII
Pirapora do Bom Jesus
Romeiros: homens de fé
Religião, poder e história
Outros tempos... outro rio

Capítulo VIII
A voz do amor se comunica

 Capítulo IX
Encontros espirituais
A aceitação dos pés

Capítulo X
Natureza solidária
Lourdes adverte: fumar é prejudicial

Capítulo XI
Seja o que Deus quiser
Desvio de percurso

Capítulo XII
As últimas aventuras
Noite sertaneja
Cassiano: amor e solidão

Capítulo XIII
A chegada
Alguém te espera
A bênção
A recepção

Capítulo XIV
Vida de repórter peregrina
As primeiras decisões
Adaptações
A escolha do Caminho
Imprevistos acontecem
Lições do Caminho
Repórter na estrada
Os pensamentos
O carinho
Mudança de trajeto
Comédia em dois atos
As dificuldades
A aceitação

Sandra Alves da Silva
É jornalista formada pelo ISCA Faculdades Limeira, interior de São Paulo, onde nasceu. Atualmente trabalha como assessora de imprensa. Comunicação e artes sempre estiveram presentes em sua vida. Isso explica a formação em Jornalismo e a forte tendência à cultura. Dentre suas paixões, estão a música e a natureza, que, como ela define, “são dádivas oferecidas a todos os povos, sem distinção a nós, basta contemplar e preservar”.

Sueli Paschoalon
Paulista de Mirassol, interior de São Paulo, ainda criança, era muito comunicativa, o que fez surgir uma piada na família: "a repórter chegou". E esse comentário de infância definiu sua trajetória profissional. Os anos de trabalho no extinto banco BCN S/A possibilitaram realizar o sonho de ser jornalista. E, em meio aos cálculos bancários, conciliou a faculdade da palavra e da escrita: a comunicação social, que a levou para Limeira, onde se formou em Jornalismo, no ISCA Faculdades.

Qual melhor elogio a se fazer a um livro do que dizer: li num fôlego! Mas há mais a dizer sobre Onze Dias, Onze Noites.
A narrativa é um dos mais belos estilos literários, porém, um dos mais pantanosos, pois requer do narrador muita sensibilidade. Não me refiro àquela sensibilidade lugar-comum, de apelo fácil, que manipula as emoções do leitor, mas a sensibilidade que se traduz no olhar aguçado na direção daquele gesto "banal", daquele objeto quieto num canto, dos monossílabos que teimam em esconder grandes estórias. O cuidado e a acuidade de observar o outro, de conviver com ele, de sondar seu imaginário; no entanto, de não se sobrepor a ele.
As autoras do livro não tiveram somente grande competência, como bastante coragem, pois, há muito, o jornalismo deixou de optar pela velha e boa narrativa, cativo do conforto da internet e da segurança do lead.
Onze Dias, Onze Noites nos conduz, com perspicácia e poesia, ao universo pessoal de cada peregrino, suas motivações, expectativas, buscas. Ao mesmo tempo, revela-nos o sentido de coletividade que a experiência da peregrinação produz, contrapondo-se ao individualismo tão caro à sociedade de consumo.
Só me resta dizer a você, caro leitor, boa viagem!

Mara Jaqueline de Oliveira
Mestre em Sociologia da Cultura

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