ISBN: 85-7516-029-X
Editora: Alínea
Autor: Maria Inês Ghilardi (org.) e Valdir Heitor Barzotto (org.)
Edição: 1
Ano: 2002
Páginas: 188
Formato: 14 x 21 cm
Idioma: Português
Nos textos de Nas Telas da Mídia, o leitor encontrará compreensões diferentes daquelas que nos uniformizam; por isso, a leitura aqui proposta é a de vestir-se com novas lentes explorando os interstícios, os intervalos, os espaços vazios onde podemos reencontrar formas de marcar nossos próprios caminhos sem abrir mão das vantagens que o desenvolvimento tecnológico e seu uso nas comunicações permitem ao homem contemporâneo. Com os instrumentos de uma objetividade externa comum, é possível uma subjetividade que se diferencia e por isso identifica: a opinião pode ser outra; a ética dos que mandam pode ser posta sob crítica; ao exercício do poder é possível contrapor o poder de criação.
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Editora: Alínea
Autor: Maria Inês Ghilardi (org.) e Valdir Heitor Barzotto (org.)
Edição: 1
Ano: 2002
Páginas: 188
Formato: 14 x 21 cm
Idioma: Português
Apresentação
Parte I
Mídia, poder e subjetividade
Subjetividade e formação de opinião na mídia impressa
Lineide do Lago Salvador Mosca (FFLCH, USP)
A questão ética do jornalismo e a leitura crítica dos jornais nas escolas
Marcel José Cheida (CLC, PUC-Campinas)
Correio Popular: uma leitura do poder
Bruno Fuser (CLC, PUC-Campinas)
Leitura, mídia e criatividade
António Suárez Abreu (UNESP —Araraquara, USP)
Estruturas de textos midiáticos
Nilson Lage (UFSC)
Parte II
Os caminhos da mídia
Comunicação e educação: a construção do campo
Maria Aparecida Baccega (ECA, USP)
Novas mídias na aprendizagem escolar
Maria Teresa Égler Mantoan (LEPED, UNICAMP)
Maria Cecília Calani Baranauskas (IC, UNICAMP)
A dupla personalidade linguística da mídia impressa: discurso prescritivista versus prática não-normativa
Marcos Bagno (IL, UnB)
A Língua Portuguesa, aos poucos, nas telas da mídia
Valdir Heitor Barzotto (FE, USP)
Parte III
Estudos da linguagem publicitária
A publicidade e a representação do feminino: tradição e modernidade em anúncios dos anos 90
Maria Inês Ghilardi-Lucena (CLC, PUC-Campinas)
A nova representação masculina na publicidade: uma leitura semiótica
Flailda Brito Garboggini (CLC, PUC-Campinas)
A linguagem publicitária dirigida ao público infantil nos contextos brasileiro e japonês
Liriam Luri Higuchi Yanaze (UNIBAN, LAPIC e NIELP)
Interfaces entre publicidade e jornalismo: anúncios que citam matérias publicadas na imprensa
Vander Casaqui (doutorando ECA, USP)
Maria Inês Ghilardi-Lucena
Possui pós-doutorado em Análise do Discurso, pelo IEL, na Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP (2001). É doutora em Letras/Linguística: Semiótica e Linguística Geral, pela Universidade de São Paulo - USP (1991); mestre em Letras/Linguística, pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas - PUC-Campinas (1981); bacharel em Linguística, pela UNICAMP, (1975); licenciada em Letras-Português, pela UNICAMP (1976); licenciada em Pedagogia, pela Faculdade de Ciências e Letras Plínio Augusto do Amaral - FCLPAA (1980); especialista em Língua Portuguesa, pela PUC-Campinas (1977); especialista em Educação para o Magistério Pré-Primário (1971). É docente titular da Faculdade de Letras e de outras Faculdades do Centro de Linguagem e Comunicação da PUC-Campinas, e do CCHSA, desde 1982. Nomeada para a Direção da Faculdade de Letras de 1º/08/2010 a 31/01/2014. Tem experiência na área de Linguística, com ênfase em Análise do Discurso, atuando principalmente nos seguintes temas: discurso, análise do discurso, leitura e produção de textos, redação para o vestibular e gênero social.
Valdir Heitor Barzotto
Professor Livre Docente da Faculdade de Educação da USP, onde ministra as disciplinas Metodologia do Ensino de Português, Metodologia do Ensino de Linguística e Leitura e Produção de Textos. Atua no Programa de Pós-Graduação em Educação da FE/USP e de Pós-Graduação em Filologia e Língua Portuguesa da FFLCH/USP. Pós-doutorado pela Universidade Paris 8, Laboratoire d études romanes, na Équipe de linguistique des langues romanes, Approches comparatives des langues romanes : discours, lexique, grammaire (2010) - bolsa FAPESP; doutorado em Linguística pela Universidade Estadual de Campinas (1998) - bolsa CAPES, com estágio na École des Hautes Études en Sciences Sociales (Paris - França, 1996-1997) - bolsa CNPq; mestrado em Linguística pela Universidade Estadual de Campinas (1992) - bolsa CAPES; Especialização em Metodologia e Prática do Ensino de Língua Portuguesa pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná (1988), e graduação em Letras pela Universidade Federal do Paraná (1986). Com bolsa de Recém-Doutor desenvolveu projeto de pesquisa em continuação aos estudos desenvolvidos no doutorado e atuou como docente na Graduação e no Programa de Pós-Graduação em Linguística e Língua Portuguesa da FCL/UNESP/Araraquara. É coordenador pela FE/USP do projeto Disciplinas da Licenciatura voltadas para o ensino de Língua Portuguesa PROCAD-NF/CAPES - , desenvolvido em parceria com a UFMA e a UERN. Organizador do livros sobre leitura, escrita e ensino de língua portuguesa. É presidente de honra da ANPGL (Associação Nacional de Pesquisa na Graduação em Letras), entidade que organiza o FALE (Fórum Acadêmico de Letras), do qual foi um dos criadores. Participou ainda da criação e da organização de várias edições do Seminário de Metodologia do Ensino de Língua Portuguesa da USP, bem como da coordenação de edições do COLE (Congresso de Leitura do Brasil) como membro da diretoria da Associação de Leitura do Brasil-ALB, entidade que o promove. É co-coordenador do Grupo de Estudos e Pesquisa Produção Escrita e Psicanálise: GEPPEP.
O livro reúne trabalhos de pesquisadores de diferentes formações, em diferentes estágios de estudos e trabalhando em diferentes lugares. Todos se debruçam sobre o fenômeno da comunicação, tornada cada vez menos espaço de sujeitos e de suas trocas, para construir-se, transformada e redobrada pelas tecnologias modernas, em espaços da informação e consumo. Bombardeados continuamente pela informação – organizada e digerível - vamos nos constituindo em sujeitos sociais solitários e sobrecarregados, sem tempo de oferecermos ao que nos dizem nossas contrapalavras: neste envolvimento contínuo, o que mais cala é que nossas próprias contrapalavras com que construímos nossas compreensões são as palavras que antes ouvimos, faladas mesmos meios de comunicação. Domínio estranho esse de nossos tempos: o excesso de informações. pipocando de diferentes lugares nas telas e nas páginas impressas, desvelando o diferente, nos faz uniformes.
Como evitar que a uniformidade nos cegue? Afinal, quando nos olhamos com os mesmos olhos - operando todos com os mesmos parâmetros a partir das mesmas informações - vamos fazendo-nos cegos, porque, mesmo não perdendo a visão, cada vez nos fazemos mais cegos por não haver quem nos veja com outros olhos. O mesmo, o igual, o repetido cega porque fecha os sentidos.
Nos textos de Nas Telas da Mídia, o leitor encontrará compreensão diversificadas daquelas que nos uniformizam, e por isso a leitura aqui proposta é a de vestir-se com novas lentes explorando os interstícios, os intervalos, os espaços vazios onde podemos reencontrar formas de marcar nossos próprios caminhos sem abrir mão de vantagens que o desenvolvimento tecnológico e seu uso nas comunicações permitem ao homem contemporâneo. Com os instrumentos de uma objetividade externa comum, é possível uma subjetividade que se diferencia e por isso identifica: a opinião pode ser outra; a ética dos que mandam pode ser posta sob crítica; ao exercício do poder é possível contrapor o poder de criação.
Explorar criticamente os procedimentos midiáticos é um modo de aumentarmos os horizontes de possibilidades de percorrer os desvãos, encontrar outras formas de caça e sobrevivência. Afinal, ao tudo se vende e tudo se compra é possível responder recuperando o humano no homem, para podermos ser diferentes porque podemos deixar de ser socialmente desiguais.
João Wanderley Geraldi
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