Filosofia e Educação no Emílio de Rousseau: o papel do educador como governante-0

Filosofia e Educação no Emílio de Rousseau: o papel do educador como governante

Este projeto assenta-se na convicção de que a formação consistente de novas gerações e, por conseguinte, a elevação cultural e moral da humanidade dependem muito do diálogo com a tradição cultural passada, de modo especial, com obras e autores clássicos. Filosofia e Educação no Emílio de Rousseau: o papel do educador como governante pretende ser um comentário coletivo de uma das maiores obras da pedagogia ocidental e, portanto, de pensamentos relacionados com a natureza e a especificidade do saber pedagógico e de sua relação com ideias filosóficas. Nesse sentido, o Emílio ou da Educação é uma das poucas obras da história da cultura ocidental que consegue vincular organicamente filosofia e pedagogia, mostrando-nos a origem filosófica dos problemas pedagógicos e, ao mesmo tempo, a base pedagógica do genuíno exercício filosófico.


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ISBN: 978-85-7516-449-5

Editora: Alínea

Autor: Cláudio A. Dalbosco (org.)

Edição: 1

Ano: 2011

Páginas: 244

Formato: 14 x 21 cm

Idioma: Português

Considerações Introdutórias: o Émile de Rousseau e a Importância de Estudar os Clássicos
Claudio A. Dalbosco

PRIMEIRA PARTE
O Projeto de Educação Natural e Social

Capítulo 1
Da Educação Natural e da Educação Social (Moral) no Émile de Rousseau
Cláudio Almir Dalbosco

Capítulo 2
Emílio ou da Educação: uma visão panorâmica da obra
Gilberto Luiz Tomazelli

Segunda Parte
Educação Natural na Infância

Capítulo 3
Educação na Primeira Infância e o Papel do Educador no Livro I
Maurício Rebelo Martins

Capítulo 4
A Educação na Segunda Infância e o Papel do Educador no Livro II
Almir Paulo dos Santos

Terceira Parte
Educação Social na Adolescência

Capítulo 5
A Educação no Terceiro Estado da Infância e o Papel do Educador no Livro III
Eldon Henrique Mühl

Capítulo 6
A Educação do Adolescente e o Papel do Educador no Livro III
Sueli Pokojeski

Quarta Parte
Educação Moral e Política na Juventude

Capítulo 7
Natureza, Sociabilidade e o Papel do Educador no Livro IV
Adroaldo Stürmer

Capítulo 8
A Formação Moral e o Papel do Educador no Livro IV do Emílio
Ângelo Vitório Cenci

Capítulo 9
Emílio: política e educação
Claudio Boeira Garcia

Quinta Parte
Trabalho, Paixão e Legado Pedagógico

Capítulo 10
O Tratamento das Paixões na Reflexão do Emílio de Rousseau
Arlei de Espíndola

Capítulo 11
Rousseau e seu Legado Pedagógico
Jaime Giolo

Capítulo 12
Emílio Aprendiz de Artesão: o papel do trabalho na formação do homem
Vanderlei de Oliveira Farias

Sobre os Autores

Cláudio A. Dalbosco (org.)
Possui graduação em Filosofia pela Universidade de Passo Fundo (UPF/RS), mestrado em Filosofia na PUCRS e doutorado em Filosofia na Universidade de Kassel/Alemanha. Atualmente é professor no Curso de Filosofia e no Programa de Pós-Graduação em Educação da UPF/RS e pesquisador do CNPq. É autor dos livros Ding an sich und Erscheinung: Perspektiven des transzendentalen Idealismus bei Kant (Königshausen & Neumann, 2002); Pedagogia Filosófica: Cercanias de um diálogo (Editora Paulinas, 2007); Moralidade e educação em Kant, em co-autoria com Heinz Eidam (Editora UNIJUÍ, 2009); Pragmatismo, teoria crítica e educação (Autores Associados, 2010); Paradoxos da educação natural em Rousseau (Editora Cortez, 2010 – no prelo).

Filosofia e Educação no Emílio de Rousseau: o papel do educador como governante pretende ser um comentário coletivo de uma das maiores obras da pedagogia ocidental e, portanto, de pensamentos relacionados com a natureza e a especificidade do saber pedagógico e de sua relação com ideias filosóficas. Nesse sentido, o Emílio ou da Educação é uma das poucas obras da história da cultura ocidental que consegue vincular organicamente filosofia e pedagogia, mostrando-nos a origem filosófica dos problemas pedagógicos e, ao mesmo tempo, a base pedagógica do genuíno exercício filosófico.
A leitura e o comentário pacienciosos do Emílio ou da Educação nos proporcionam uma boa visão de questões centrais que constituem o âmbito pedagógico, como as seguintes: qual seria o modo mais adequado da relação pedagógica entre educador e educando? O que não podemos ignorar quando falamos em educação e em ato educativo? Que aspectos o educador precisa levar em conta quando tem diante de si a tarefa de ensinar? Quando deve “conduzir” e quando “deve deixar acon-tecer”? O que deve respeitar como “natural” e o que deve criar e desenvolver na relação pedagógica? O que significa considerar o educador como governante?
Foi com o intuito de enfrentar essas e outras questões que surgiu a ideia de organizar um comentário coletivo sobre a obra referida.
O trabalho foi motivado, sobretudo, pela inexistência, no Brasil, de um comentário mais detalhado do Emílio, que o abarque na totalidade de seus cinco livros, seguindo passo a passo o esboço de seu projeto educacional e a passagem de sua dimensão natural à social. Ao afirmar isso não se ignora, obviamente, a existência de bons livros e ensaios que tratam de temas e problemas pontuais da obra e do pensamento de Rousseau como um todo.
O trabalho e a energia despendidos durante dois anos neste projeto assentam-se na convicção de que a formação consistente de novas gerações e, por conseguinte, a elevação cultural e moral da humanidade dependem muito do diálogo com a tradição cultural passada, de modo especial, com obras e autores clássicos.
A ênfase dada à relação entre filosofia e educação e, de modo especial, ao papel do educador como governante, adotando-os como fio condutor dos diversos ensaios reunidos nesta obra, deve-se também à certeza de que o filósofo educador e o educador filósofo, enfim, o professor, como educador governante, desempenham papel insubstituível na formação de educandos e de novas gerações.

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