As Escolas Normais no Brasil: do império à república-0

As Escolas Normais no Brasil: do império à república

As escolas configuram-se como locais especialmente criados para viabilizar a adequada aprendizagem das novas gerações. Com a disseminação e, finalmente, a consolidação dessas instituições em sistemas nacionais destinados a prover a instrução de toda a população, surgiu a necessidade de se assegurar um preparo, também específico e apropriado, dos professores que iriam se responsabilizar pelo ensino no interior dos sistemas escolares. Disso decorreu a iniciativa de se criarem instituições escolares especificamente voltadas para a formação de professores, que − desde a Convenção, instalada entre 1792 e 1795, após a Revolução Francesa − tenderam a receber o nome de Escolas Normais.


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Descrição da edição: Revisada

ISBN: 978-85-7516-799-1

Editora: Alínea

Autor: José Carlos Souza Araujo, Anamaria Gonçalves Bueno de Freitas e Antônio de Pádua Carvalho Lopes

Edição: 2

Ano: 2017

Páginas: 408

Formato: 18 x 25 cm

Idioma: Português

Prefácio

Apresentação
À Guisa de um Inventário sobre as Escolas Normais no Brasil: o movimento histórico-educacional nas unidades provinciais/federativas (1835-1960)
José Carlos Souza Araujo, Anamaria Gonçalves Bueno de Freitas e Antonio Pádua Carvalho Lopes

Capítulo 1
A Primeira Escola Normal do Brasil: concepções sobre a institucionalização da formação docente no século XIX
Heloísa de Oliveira Santos Villela

Capítulo 2
A Escola Normal na Província da Bahia
Lucia Maria da Franca Rocha

Capítulo 3
Escola Normal de Cuiabá: formar professores para lapidar almas
Nicanor Palhares Sá e Elizabeth Figueiredo de Sá

Capítulo 4
Escola Normal de São Paulo do Império: entre a metáfora das luzes e a história republicana
Marcia Hilsdorf Dias

Capítulo 5
A Escola Normal de São Paulo, Entre o Nós e o Outro
Maria Lúcia S. Hilsdorf

Capítulo 6
Um Viveiro Muito Especial: Escola Normal e profissão docente no Piauí
Antônio de Pádua Carvalho Lopes

Capítulo 7
Escola Normal no Rio Grande do Sul, Século XIX
Flávia Obino Corrêa Werle

Capítulo 8
A Escola Normal no Paraná: instituição formadora de professores e educadora do povo
Maria Elisabeth Blanck Miguel

Capítulo 9
As Escolas Normais da Província: a organização do ensino normal em Sergipe durante o século XIX
Anamaria Gonçalves Bueno de Freitas e Jorge Carvalho do Nascimento

Capítulo 10
A Gênese, a Implantação e a Consolidação da Escola Normal no Espírito Santo
Regina Helena Silva Simões, Cleonara Maria Schwartz e Sebastião Pimentel Franco

Capítulo 11
Considerações Sobre a Escola Normal e a Formação do Professor Primário no Rio Grande do Norte (1839-1938)
Marta Maria de Araújo, Luciene Chaves de Aquino e Thaís Christina Mendes de Lima

Capítulo 12
A Constituição da Escola Normal do Ceará em Documentos Oficiais e no Discurso Jornalístico
Maria Goretti Lopes Pereira e Silva

Capítulo 13
A Escola Normal que Virou Instituto de Educação: a história da formação do professor primário no Rio de Janeiro
Liéte Oliveira Accácio

Capítulo 14
Lá Vem o Bonde das Normalistas... Uma incursão pelo cotidiano escolar do Instituto de Educação do Rio de Janeiro na década de 1930
Diana Gonçalves Vidal

Capítulo 15
O Curso Normal em Santa Catarina: o processo de construção de um projeto de formação de professores coadunado com os ideais de nacionalização e “cientifização” do ensino
Maria das Dores Daros e Leziany Silveira Daniel

Capítulo 16
Formação Histórica da Escola Normal da Paraíba
Wojciech Andrzej Kulesza

Capítulo 17
Escola Normal de Goiás: nascimento, apogeu, ocaso, (re)nascimento
Iria Brzezinski

Capítulo 18
Escola Normal: uma instituição tardia no Maranhão
Diomar das Graças Motta e Iran de Maria Leitão Nunes

Capítulo 19
Formação de Professoras no Instituto Ponte Nova
Ester Fraga Vilas-Bôas Carvalho do Nascimento

Capítulo 20
A Gênese da Escola Normal de Uberlândia, MG: o contexto estadual e a independência cultural em 1926
José Carlos Souza Araujo

Capítulo 21
História da Escola Normal no Estado de Mato Grosso: implantação e consolidação no sul do estado
Margarita Victoria Rodríguez e Regina Tereza Cestari de Oliveira

Capítulo 22
Escola Normal de Brasília: a formação de professores na perspectiva da modernidade
Eva Waisros Pereira

José Carlos Souza Araújo
Realizou o curso primário no Grupo Escolar Cel. Lucas de Magalhães, em Arceburgo, MG, os cursos de admissão e ginasial no Instituto de Educação Oscar Villares, em Mococa, SP, e o clássico em Rio Claro, SP. Licenciou-se em História pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas, cursou Filosofia pelo Instituto Estigmatino de Campinas, e é bacharel em Teologia pela Faculdade de Teologia Nossa Senhora da Assunção, São Paulo, SP. Mestre em História Social pela Universidade de São Paulo (USP), e Doutor em Educação na área de Filosofia e História da Educação, pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), através da tese intitulada "Filosofia da Educação e Realidade Brasileira no Pensamento Pedagógico Marxista". Atua como professor e pesquisador com ênfase na área da Filosofia e História da Educação, bem como nas áreas da Pedagogia e da Didática. Desde 1979, tem trabalhado com a disciplina Filosofia da Educação, e desde 1997, também com História da Educação. Tem várias publicações vinculadas a tais áreas entre livros, capítulos de livro, artigos e trabalhos completos, além de participar como co-organizador de várias obras. É membro-fundador do Núcleo de Estudos e Pesquisas em História e Historiografia da Educação da Universidade Federal de Uberlândia, desde a sua emergência em setembro de 1990, quando se ampliou o grupo de pesquisa "História, Sociedade e Educação no Brasil" (Histedbr) ; é também membro do Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação Superior: História, Sociedade e Política desde 2004. É membro da Sociedade Brasileira de História da Educação desde a sua fundação em 2000, da qual foi Diretor Regional do Sudeste entre 2003 e 2007. Atualmente, está vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal de Uberlândia, da qual é Professor Titular; integra também a Rede de Pesquisadores sobre Professores (as) do Centro-Oeste - REDECENTRO. Foi membro da Câmara de Assessoramento em Ciências Sociais, Humanas, Letras e Artes (SHA) da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (FAPEMIG) entre 01/02/2007 e 31/01/2011. Além disso, atuou como pesquisador visitante, nível 1, com o apoio do CNPq, junto ao Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade de Brasília (UnB), de março de 2009 a fevereiro de 2010. Hoje, é pesquisador do CNPq, através do projeto 'Ser Professor no Brasil nos anos de 1920: profissão, profissionalização e profissionalismo. Entre janeiro e dezembro de 2012, foi pesquisador visitante na Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), junto à Faculdade de Educação. Atualmente integra o Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade de Uberaba (UNIUBE).

Anamaria Gonçalves Bueno de Freitas
Possui graduação em Pedagogia pela Faculdade de Filosofia Ciências e Letras "Imaculada Conceição", Santa Maria-RS (1989), Mestrado em Educação pela Universidade Estadual de Campinas (1995) e Doutorado em Educação pela Universidade Estadual de Campinas (2003), Pós-Doutorado realizado na Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (2010). Atualmente é professora Adjunta IV do Departamento de Educação da Universidade Federal de Sergipe(UFS); Professora do Núcleo de Pós-Graduação em Educação da UFS, coordenadora do Grupo de Estudos e Pesquisas em História da Educação: Intelectuais da Educação, Instituições Educacionais e Práticas Escolares. Tem experiência na área de Educação, com ênfase em Educação Brasileira, atuando principalmente nos seguintes temas: História da Educação, cultura escolar, educação feminina, formação de professores, biografias docentes e instituições escolares.

Antônio de Pádua Carvalho Lopes
Possui graduação em Licenciatura Plena Em Pedagogia pela Universidade Federal do Piauí (1990), graduação em Bachalerado em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Piauí (1989), mestrado em Sociologia pela Universidade Federal do Ceará (1996) e doutorado em Educação pela Universidade Federal do Ceará (2001). Atualmente é professor adjunto da Universidade Federal do Piauí. Tem experiência na área de Educação, com ênfase em História e Sociologia da Educação, atuando principalmente nos seguintes temas: história da educação, formação de professores, profissão docente, historia de instituição educativa e gênero.

 

As escolas configuram-se como locais especialmente criados para viabilizar a adequada aprendizagem das novas gerações. Com a disseminação e, finalmente, a consolidação dessas instituições em sistemas nacionais destinados a prover a instrução de toda a população, surgiu a necessidade de se assegurar um preparo, também específico e apropriado, dos professores que iriam se responsabilizar pelo ensino no interior dos sistemas escolares. Disso decorreu a iniciativa de se criarem instituições escolares especificamente voltadas para a formação de professores, que − desde a Convenção, instalada entre 1792 e 1795, após a Revolução Francesa − tenderam a receber o nome de Escolas Normais.

A presente obra, reunindo distintos pesquisadores em estudos histórico-educacionais, apresenta uma coletânea sobre história da Escola Normal no Brasil, a qual privilegia a gênese, a implantação e a consolidação das Escolas Normais em diferentes províncias e/ou estados brasileiros, respectivamente nos períodos imperial e republicano, considerando-se as heterogeneidades desse panorama: cada uma das escolas aqui estudadas sinaliza singularidades , bem como suas ressonâncias locais, regionais, estaduais ou mesmo nacionais. Por outro lado, indicam elas também a existência de um projeto em torno da formação do professor. Ainda que tal projeto não tenha sido objeto de um plano nacional, ou mesmo de um concerto de ordem educativa, a emergência das diferentes Escolas Normais ocorreu por necessidades e exigências de ordem educativo-escolar, também discutidas nos textos.

Procurando, ainda, contribuir para a compreensão da disseminação dessa modalidade de formação no Brasil, são abordados documentos, leis, métodos, propostas e iniciativas a fim de perceber as relações entre o processo de implantação das escolas normais e a constituição do campo profissional do magistério. Destacam-se também as diferentes reformas da instrução pública na segunda metade do século XIX e suas principais influências no currículo e na organização da formação de professores, bem como o papel desempenhado por educadores, políticos e outros personagens históricos relevantes nesse processo.

Desse modo, este livro socializa resultados de pesquisas que representam um importante passo adiante na historiografia da educação brasileira: o trabalho com a história das instituições educativas regionais e locais, conhecimento fundamental para todos os profissionais que atuam na escola e desejam conhecê-la e aperfeiçoá-la.

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