Humanismo de Funcionamento Pleno: Tendência Formativa na Abordagem Centrada na Pessoa - ACP-0

Humanismo de Funcionamento Pleno: Tendência Formativa na Abordagem Centrada na Pessoa – ACP

Esta obra subscreve a retomada de uma nova Abordagem Centrada na Pessoa (ACP) no Brasil. Em um primeiro aspecto, trata-se de uma coletânea que se enfoca no conceito e aplicações da Tendência Formativa, enquanto viga de referência dessa Abordagem, conforme seu criador, Carl Rogers. Trata de um Humanismo que não marcha ao lado das velhas críticas e dos passos titubeantes, inúmeros e de toda ordem, aqueles mesmos incapazes de buscar, na herança profícua de Rogers, um lastro de consistência para reflexões e compreensões mais robustas. Alguns diriam um Humanismo renovado, imbuído de vitalidade, de um mergulho sideral no universo humano ou melhor, na dimensão da vida que também se exprimiu como organismo humano. Outros, ainda, diriam um Humanismo de rigor, que não se refuta a defender, esmiuçar, problematizar e insinuar a que veio, na fragrância dos ideais e causas perenes de seus fundadores, abraçando e inovando questões contemporâneas na Teoria da Experiência e da Filosofia Pragmatista.


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Descrição da edição: Revisada

ISBN: 978-85-7516-852-3

Editora: Alínea

Autor: Francisco Silva Cavalcante Junior e André Feitosa de Sousa (orgs.)

Edição: 2

Ano: 2018

Páginas: 396

Formato: 16 x 23 cm

Idioma: Português

Primeiras Palavras.
O Reflorescimento do Humanismo de Funcionamento Pleno
Francisco Silva Cavalcante Junior

Capítulo 1.
Psicologia Humanista Experiencial
Francisco Silva Cavalcante Junior

Capítulo 2.
Excesso de uma Coisa Boa
Maria Villas-Bôas Bowen

Capítulo 3.
Algumas Reflexões sobre Psicoterapia
Maria Villas-Bôas Bowen

Capítulo 4.
A Empatia Formativa É!
Francisco Silva Cavalcante Junior

Capítulo 5.
Organismo: Tendência Atualizante e Tendência Formativa no fluxo da Vida
Paulo Coelho Castelo Branco

Capítulo 6.
Autorregulação, Tendência Atualizante e Tendência Formativa
André Feitosa de Sousa

Capítulo 7.
Da Experiência à Experienciação no Pragmatismo em Rogers: Implicações para a Tendência Formativa da ACP
Paulo Coelho Castelo Branco, Francisco Silva Cavalcante Junior e Helton Thyers Melo de Oliveira

Capítulo 8.
Concede-se Morte, Suscita-se Vida: Um golpe formativo em um grupo de ludoterapia
Ticiana Paiva de Vasconcelos e Francisco Silva Cavalcante Junior

Capítulo 9.
A Expressão da Tendência Formativa em Ludoterapia Centrada na Criança
Andréa Batista de Andrade e Francisco Silva Cavalcante Junior

Capítulo 10.
Apenas uma Fala...
Angela Lima Albuquerque

Capítulo 11.
Um Mergulho em Busca de Ar: Ensejo para a vida
Átila Montenegro

Capítulo 12.
Metamorfose Experiencial: Nos fluxos da Tendência Formativa
Bruno Aboim Benevides

Capítulo 13.
Grupos de Florescimento Humano: Olhares acerca de um programa de pesquisa-intervenção em promoção de saúde mental integral no Sistema Único de Saúde
André Feitosa de Sousa, Francisco Silva Cavalcante Junior e Francisco Antonio de Sales Abud

Capítulo 14.
Despertando a Experiência
Raquel Wrona

Capítulo 15.
Uma Jornada ao que se É: Contornos experienciais de Tendência Formativa
Yuri de Nóbrega Sales

Capítulo 16.
Con-sciência e Con-sequência, em Companhia de Gaia
John Keith Wood

Capítulo 17.
Nas Enseadas do Silêncio, a Presença
Yuri de Nóbrega Sales e André Feitosa de Sousa

Epílogo.
Sonhos
Lucila Machado Assumpção

Organizadores    

Francisco Silva Cavalcante Junior

Graduado em Psicologia pela Universidade de Fortaleza, com formação na Abordagem Centrada na Pessoa (ACP) aplicada às áreas clínica e educacional, mestre em Educação Especial pela Universidade de New Hampshire (EUA) e Ph.D. pelo Programa de Leitura e Escrita da mesma universidade. Professor de Metodologia de Pesquisa em Arte, Ciência e Filosofia no Instituto de Cultura e Arte e no Mestrado Acadêmico em Avaliação de Políticas Públicas da Universidade Federal do Ceará, onde coordena o projeto de extensão e pesquisa Núcleo de Integração Somaestética (NISE). Ganhador do Prêmio ILÍMITA 2005 de Fomento à Leitura concedido pelo Centro Regional para el Fomento del Libro en América Latina y el Caribe, da UNESCO, atribuído à gestão pública de leitura e escrita desenvolvida no município de Itapajé-CE.

 

 André Feitosa de Sousa

Graduado em Psicologia pela Universidade de Fortaleza com formação em Abordagem Centrada na Pessoa (ACP), mestre em Relação de Ajuda e Intervenção Terapêutica pela Universidade Autônoma de Lisboa e mestre em Saúde Pública pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará. Professor de Psicologia na Universidade Federal do Ceará − campus Fortaleza.

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sta obra subscreve a retomada de uma nova Abordagem Centrada na Pessoa (ACP) no Brasil. Em um primeiro aspecto, trata-se de uma coletânea que enfoca o conceito e aplicações da Tendência Formativa, enquanto viga de referência dessa Abordagem, conforme seu criador, Carl Rogers. É, também, fruto de uma convergência intelectual que reuniu, em um mesmo volume, a nova geração de escritores brasileiros da ACP, influenciados diretamente pelos trabalhos de Maria Constança Villas-Bôas Bowen (in memorian), natural de Salvador (BA), cuja trajetória de vida inclui a experiência de ter se tornado uma das psicoterapeutas de Carl Rogers nos EUA, e do norte-americano John Keith Wood (in memorian), cuja residência fixada no Brasil deixou um legado importante durante a sua docência na PUC-Campinas e na Estância Jatobá, em Jaguariúna-SP.

Por outro lado, é um livro que não se restringe aos fichamentos e convenções sobre a temática, na medida em que apresenta ensaios e discussões de campos diferenciados, proporcionando ao leitor uma oportunidade, inédita nas últimas décadas, de fazer avançar a Psicologia Humanista a partir dela mesma. Resgata, portanto, um Humanismo que aceitou o desafio de afirmar suas bases e localizar, dentre suas raízes e panoramas, a especificidade mais radical e própria que o distingue de tudo mais nas vizinhanças metodológicas, recentes e tardias.

É um Humanismo que não marcha ao lado das velhas críticas e dos passos titubeantes, inúmeros e de toda ordem, aqueles mesmos incapazes de buscar, na herança profícua de Rogers, um lastro de consistência para reflexões e compreensões mais robustas. Alguns diriam um Humanismo renovado, imbuído de vitalidade, de um mergulho sideral no universo humano, ou melhor, na dimensão da vida que também se exprimiu como organismo humano. Outros, ainda, diriam um Humanismo de rigor, que não se refuta a defender, esmiuçar, problematizar e insinuar a que veio, na fragrância dos ideais e causas perenes de seus fundadores, abraçando e inovando questões contemporâneas na Teoria da Experiência e da Filosofia Pragmatista.

Poderia, também, tratar-se de um Humanismo multifacetado e fractal, atento à singularidade do humano, ao mesmo tempo em que é firme ao ratificar o lugar central dos fluxos e movimentos vitais como primado da vida: um Humanismo, desse modo, não antropocêntrico e, por isso mesmo, sensível a mudanças, aberturas e crescimentos, fertilizados do cosmos, intumescidos com o mesmo hummus que faz crescer tudo nos horizontes. É, por conseguinte, um Humanismo em Pleno Funcionamento, que se faz presente na Educação, Organizações, Comunidades, Psicoterapia, Saúde Pública, Mediação de Conflitos, Grandes Comunidades, dentre outras interfaces que, outrora, irmanaram as Tendências Atualizante e Formativa.

Melhor dizendo, um Humanismo cuja preferência à complexidade da vida soube reconhecer que todos os organismos (não apenas o tipo humano) são portadores de uma tendência ao crescimento e expressão da criatividade, quando lhes forem proporcionadas ambiências acolhedoras e propulsoras de mobilidade e expansão dos seus recursos internos. Um Humanismo que se articula sob bases de inteireza organísmica e obsta o postulado de um reducionismo organicista mecânico-funcional, contextualizando, devidamente, que essa direção intrínseca e espontânea ao desenvolvimento dos potenciais da vida é o selo que autentica todas as formas e arranjos presentes no mundo conhecido e por vir. Dessa direção, consequentemente, o universo utiliza-se nas suas composições e performances. Sem dúvidas, o poeta estava correto, ao ponderar que “ninguém que tenha natureza de pessoa pode esconder as suas natências” (Manoel de Barros).

Este livro não fala de tudo, não alude a todos os autores na área abrangida, contudo, tem o mérito de apresentar algumas das experiências natas do Brasil e do Nordeste no que diz respeito à Tendência Formativa, à ACP, ao Humanismo Experiencial, à Psicologia e ao Pragmatismo.

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