ISBN: 978-85-7516-204-0
Editora: Alínea
Autor: José Auri Cunha (org.), Neuza Moro, Renata Adrião D´Angelo e Sueli Forti Duran
Edição: 1
Ano: 2008
Páginas: 278
Formato: 14 x21 cm
Idioma: Português
O que é proposto neste projeto não é, propriamente, um ensino de filosofia, mas uma educação para o filosofar. Não se forma um nadador ou um ginasta com instruções sobre as técnicas ou os feitos de grandes nadadores ou ginastas. Do mesmo modo, educar para perguntar, argumentar, conceituar, como forma de refletir sobre questões e significados de fundo, não pode ser resultado de um ensino a partir do registro e das opiniões de filósofos ou pensadores. Heidegger, em seu famoso O que é isto, a Filosofia?, já nos alertava: Uma coisa é registrar e descrever opiniões de filósofos; outra coisa completamente distinta é discutir o que eles dizem, isto é, aquilo de que eles falam. Disso se segue que a história da filosofia e a da tradição dos grandes pensadores tem seu lugar, que é o de referência e de alimento para o pensamento e a reflexão, desde que esta já se encontre instrumentalizada e ambientada na vida presente.
O filosofar que pretendemos está vinculado à história presente, ao cotidiano, à vida pulsante, aos interesses e motivações dos desafios atuais, em especial, àqueles vividos pelas crianças. Ainda é Heidegger que nos aponta o caminho a seguir: filosofar é repensar o já pensado para pensar o ainda não pensado. Assim, o filosofar está no presente, serve-se do passado e olha para o futuro.
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Entrar para comprarISBN: 978-85-7516-204-0
Editora: Alínea
Autor: José Auri Cunha (org.), Neuza Moro, Renata Adrião D´Angelo e Sueli Forti Duran
Edição: 1
Ano: 2008
Páginas: 278
Formato: 14 x21 cm
Idioma: Português
Apresentação
Parte I.
Conceitos para o Domínio da Prática do Filosofar
Capítulo 1.
Educação para o Filosofar: da palavra encantada para a palavra dialogada
Capítulo 2.
Histórias da Literatura Infantil e a Educação Filosófica
Capítulo 3.
A Emergência do Filosofar a partir da Imaginação Criativa
Capítulo 4.
Os Procedimentos Básicos da Prática Filosófica em Sala de Aula: as quatro pedagogias
Capítulo 5.
Currículo de uma Educação para o Filosofar: eixo de formação humana em ética e cidadania
Capítulo 6.
Habilidades Reflexivas: ferramentas para pensar e para refletir
Capítulo 7.
Prática de Habilidades Cognitivas: sugestões para atividades em grupo
Capítulo 8.
Prática de Habilidades Cognitivas: sugestões de atividades com poesias, imagens e músicas
Capítulo 9.
Habilidades Cognitivas Especiais: inferir e interpretar
Capítulo 10.
Preparação para o Início da Aula de Filosofia: sugestões de exercícios de relaxamento, atenção e concentração
Capítulo 11.
Sugestões de Avaliação a partir de um Currículo Mínimo de Educação para o Filosofar
Capítulo 12.
A Aula de Educação para o Filosofar ferramentas didáticas
Parte II.
Guia de Trabalho: Sugestões para a Prática do Filosofar em Sala de Aula
Capítulo 13.
Como Filosofar a partir de Histórias que Rendem Boas Conversas
Referências
Bibliografia de Apoio
José Auri Cunha
Cearense da cidade de Massapê, sempre foi estudante destacado e, por isso, encaminhado para formação em área técnica, tendo passado pela Escola Técnica Federal do Ceará, em Fortaleza.
Após a metade do seu curso de engenharia eletrônica, no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (1978/80), transferiu-se para Campinas–SP, onde graduou-se em Matemática (1981) e em Ciências Sociais (1984), pela Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP. Frequentou os cursos de mestrado e doutorado em Lógica e Filosofia da Ciência nessa mesma Universidade (1982/1988).
Desde 1986, é professor de Filosofia no ensino médio, principalmente, mas também, em cursos superiores, onde acumulou experiência e compromisso pedagógicos. Depois de configurado seu interesse pela educação, frequentou o doutorado de Filosofia
da Educação (Universidade de São Paulo), questionando-se sobre o papel educativo da Filosofia e do filosofar na formação humana, estudando a filosofia de John Dewey.
Escreveu, além deste, os livros Filosofia para a Criança: orientação pedagógica (2008) e, Filosofia na Educação Infantil: fundamentos, métodos e proposta (2002), ambos pela editora Alínea.
Desde 2000, é professor de Filosofia da Escola Vera Cruz - Ensino Médio (S.Paulo–SP). Atualmente, também ensina na Universidade de São Marcos (campus de Paulínia–SP).
Neuza Moro
Possui graduação em Pedagogia pelo Centro Universitário Salesiano de São Paulo(1995) e especialização em Educação Especial numa perspectiva inclusiva pela Faculdade de Americana(2006). Atualmente é Supervisora de Ensino da Prefeitura Municipal de Americana. Tem experiência na área de Educação, com ênfase em Administração Educacional.
Renata Adrião D'Angelo
Nasceu em 1966, em São Paulo. É formada em Letras e professora de português, inglês e literatura na rede particular de ensino em Campinas, São Paulo. É também autora de literatura infanto-juvenil com vários títulos publicados, entre eles, O dia em que descobri o Brasil, Filha deste solo, Tem mesmo uma bruxa dentro de mim? e O menino e o dragão (Editora Átomo).
Sueli Forti Duran
A curiosidade infantil é naturalmente geradora de perguntas e, entre estas, insinuam-se aquelas que, antes de formuladas, parecem ter respostas óbvias, mas que depois de feitas engasgam a inteligência, ou empurram-na para um labirinto de infinitas possibilidades de respostas. Quem sou eu? O que é a vida? O espaço tem fim? Quanto tempo o tempo tem? - e assim por diante. Tais perguntas, quando não censuradas, estimulam a capacidade inata de reflexão.
As crianças refletem sobre o que parece óbvio, mas não na hora em que se espera. Perguntar, explicar, refletir, pensar são, para elas, atividades tão naturais quanto andar, caminhar, respirar, comer, beber, brincar. Todas essas atividades são formas de vida, com a diferença, talvez, de que as primeiras são atividades cujos significados dirigem-se à consciência, em primeiro lugar.
A curiosidade infantil é, assim, para além da experiência motora ou emocional, um convite à experiência reflexiva, em que a imaginação impulsiona a criatividade pelas trilhas do que hoje sabemos tratar-se genuinamente da prática do filosofar.
A imaginação e a criatividade infantis buscam o filosofar naturalmente, assim como a sede e a imagem da água aguçam a sensibilidade para buscar o prazer de beber. Nesse sentido, a imaginação e a criatividade naturais da criança são consideradas, neste projeto de Filosofia para a Criança, como as duas trilhas de uma educação para o filosofar.
O que é proposto neste projeto não é, propriamente, um ensino de filosofia, mas uma educação para o filosofar. Não se forma um nadador ou um ginasta com instruções sobre as técnicas ou os feitos de grandes nadadores ou ginastas. Do mesmo modo, educar para perguntar, argumentar, conceituar, como forma de refletir sobre questões e significados de fundo, não pode ser resultado de um ensino a partir do registro e das opiniões de filósofos ou pensadores. Heidegger, em seu famoso O que é isto, a Filosofia?, já nos alertava: “Uma coisa é registrar e descrever opiniões de filósofos; outra coisa completamente distinta é discutir o que eles dizem, isto é, aquilo de que eles falam”. Disso se segue que a história da filosofia e a da tradição dos grandes pensadores tem seu lugar, que é o de referência e de alimento para o pensamento e a reflexão, desde que esta já se encontre instrumentalizada e ambientada na vida presente.
O filosofar que pretendemos está vinculado à história presente, ao cotidiano, à vida pulsante, aos interesses e motivações dos desafios atuais, em especial, àqueles vividos pelas crianças. Ainda é Heidegger que nos aponta o caminho a seguir: “filosofar é repensar o já pensado para pensar o ainda não pensado”. Assim, o filosofar está no presente, serve-se do passado e olha para o futuro.